quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

DIY: Como cuidar SÓ da sua vida

   Fui tirar o carro da garagem e encostei na árvore do vizinho (perdoa aí, porque a carteira é recente e tô dirigindo pra valer agora). Veja bem: ENCOSTEI. Bati? Não. Amassou? Não. Por quê? PORQUE EU SÓ ENCOSTEI. O vizinho DO LADO, que não tinha nada a ver com a história, viu. Cheguei em casa à noite e o assunto era a minha batida monstruosa que quase derrubou a árvore alheia e sabe-se lá Deus como não amassou o carro. Levei uns gritos maravilhosos e só fiquei calada olhando pro chão. Não dei um piu. Detalhe: esse vizinho fofoqueiro não fala com ninguém da minha casa (só quando responde ao bom dia da trouxa aqui, vulgo, eu). Agora, já tiro o carro e coloco na garagem tranquila e prestando BEM atenção (com o vizinho na varanda olhando escondido, se achando o James Bond, mas que, na verdade, dá pra ver a cabeleira branca de longe escondida). Olho feio pra ele na hora de sair? Não. Dou um sorrisinho e o bom dia de sempre.

Por fora:



Por dentro:




Inspirado nessas pessoas encantadoras, resolvi fazer um post de como parar de se importar com a vida alheia.


Passo número 1: Guarde as fofocas pra você.



Até entendo que fofoca seja construtiva em algumas situações, quando usada na finalidade de ajudar (por exemplo, Luana fez merda, mas não é sua amiga. Carol, entretanto, é sua amiga e amiga de Luana. Você faz fofoca pra Carol ajudar Luana, já que não tem intimidade suficiente para fazê-la). Fora isso, você precisa mesmo falar da vida alheia? Será que a sua é tão ruim assim pra ser ignorada? Fica a questão aí no ar.


Passo número 2: Questione a si mesmo se criticar é necessário.



Um fato X aconteceu. Você faz fofoca de tal fato e ainda expõe seu ponto de vista. Entenda: além de expor sua opinião, a pessoa que está te ouvindo também vai criar o próprio ponto de vista e, assim, na hora de comentar o episódio com outra pessoa, acontecerá o mesmo. O problema é simples: quando se expõe a opinião, ela, normalmente, é generalizada. Como assim? Fulano fez algo que o intitula como egoísta, mas Fulano não é egoísta, só foi porque a situação o fez ser. Logo, aumenta-se as histórias. Entendeu?


Passo número 3 e o MAIS IMPORTANTE: Questione a si mesmo se isso muda algo na sua vida.



Muda? Tem certeza? Não? Então cala a boca. <SIMPLES>
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